BOLA MESMO REDONDA

NO FUTEBOL TODAS AS VERDADES SÃO DISCUTÍVEIS...ATÉ PORQUE A BOLA NEM SEMPRE FOI MESMO REDONDA...



ARGENTINA – ARTILHARIA PESADA TAMBÉM NA SELECÇÃO?

Entre as selecções presentes na fase final do Campeonato do Mundo, a Argentina apresenta um poder fogo superior a qualquer outra selecção! Na lista para o prémio “bota de ouro”, referente aos melhores marcadores dos campeonatos europeus de futebol, constatamos a presença de três argentinos no top ten: Messi/Barcelona/34 golos; Higuain/Real Madrid/27 golos; Tevez/Manchester City/23 golos: E não esquecer Milito/Inter/22 golos, que surge logo a seguir.

A questão que se coloca é a seguinte: Qual a melhor maneira de aproveitar todo este arsenal ofensivo? Será Maradona capaz de construir a equipa de forma aproveitá-lo?

Nas equipas de origem dos seleccionados, estruturalmente, prevaleceram 2 opções:
2 avançados, com uma linha de 4 médios por trás, sendo um deles o típico número dez:
(Milito_ Eto; Sneidjer); (Higuain_Ronaldo; Káka);

1 avançado com uma linha de 3 por trás, com 2 abertos:
(Milito_Eto;Sneidjer;Panddev); (Higuain_Ronaldo;Káka;Marcelo); (Adebayor_Tevez; Robinho;W. Philiphs)

Messi, no Barcelona, foi o único a viver numa estrutura com 3 na frente.

Decompondo as características dos avançados seleccionados por Maradona, com excepção para Palermo e considerando Di Maria como elemento deste grupo, verificamos que para além da elevada capacidade de finalização, com rara prevalência aérea, a velocidade de deslocamento com e sem bola e a de execução, a par da mobilidade/variabilidade posicional são características comuns a todos. Nota-se também, uma forte presença dos movimentos diagonais, com a bola metida na vertical ou o inverso, com o passe diagonal para um movimento vertical do atacante. Defensivamente, estes jogadores são capazes de ser pressionantes, não se destacando é certo por essa acção. No entanto, são capazes de assumir um jogo posicional com qualidade para fechar espaços, formando uma primeira barreira defensiva.

Face ao enunciado, parece-nos que a melhor estrutura/sistema de jogo para o aproveitamento deste arsenal ofensivo e face às características da sua acção, passaria pela utilização de 3 atacantes abertos na frente, tendo em consideração a qualidade e a quantidade de opções. Por outro lado, dado ausência na convocatória de um nº 10 puro, Riquelme, por exemplo, e face à opção ofensiva, consideramos que o meio-campo deve possuir capacidade para jogar de área a área, ser pressionante na sua acção defensiva e ter capacidade de passe para fazer circular a bola com critério e alimentar com qualidade o ataque, apostando-se por isso numa linha de 4 (Rodrigues; Mascherano; Véron Gutierrez). Assim sendo, onze seria completo com uma linha de 3 defesas (Burdisso; Samuel; Hienze), à frente do guarda redes (Anduzar ou Romero).

“O ataque ganha jogos e a defesa campeonatos!”
Esta é uma das afirmações tida como uma das verdades do universo do futebol, mas é o equilíbrio da equipa que aumenta a possibilidade de sucesso em cada uma das fases do jogo e por inerência a curto (no jogo) e longo prazo (no campeonato). Será que as ausências de Cambiasso e de Zanetti, não poderão pôr em causa esse equilíbrio? Fica a bola argentina menos redonda?

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