Freitas Lobo num excelente artigo de 1998,
relembra alguns dos eleitos que tiveram o privilégio de usar a mítica camisa
10, homenageando ainda a outra espécie de criativos, os extremos! Salienta a
contributo destes artistas para a elevação do jogo à categoria de arte e alerta
para o seu desaparecimento....
No futebol o aproveitar do erro do
adversário é a estratégia dominante para vencer. Nesse sentido, predomina o
rigor tático e a escolha recai sobre os jogadores que erram pouco e não sobre
os provocam o erro no adversário. Procura-se desta forma a ordem, o equilíbrio,
em que não há tendência para o movimento para além de um determinado modelo de
comportamento, que acaba por ser repetitivo e previsível.
Esta reflexão aplica-se no Futebol,
como em qualquer outra atividade humana, sendo a organização a base na qual a
criatividade se apoia para que possa surgir. No entanto, essa organização só
cumpre a sua missão se for aberta e dinâmica, contemplando mudança, para que o
emergir da criatividade no jogo, na equipa, seja subjacente a um determinado
padrão, permitindo a evolução, do individuo, da equipa e do jogo para níveis de
complexidade mais elevados, sem perda de identidade.
Com base nestes pressupostos, o Modelo
de Jogo, consubstanciado pelos respetivos princípios de jogo, apresenta-se como
o pilar que suporta o surgimento da criatividade, que segundo Damásio “consiste não em fazer combinações inúteis
mas em efetuar aquelas que são úteis”, surgindo algo novo ou coisas
antigas, já existentes mas com outra roupagem, reinventando-se, evoluindo…
Nesta categoria ficam dois exemplos, infelizmente nenhum nacional, de dois jovens camisas 10... Lucas/São Paulo/Brasil. ....
..... e Hazard/Lille(por enquanto)/Bélgica...
PS: Ambos só utilizam bolas mesmo redondas!
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