BOLA MESMO REDONDA

NO FUTEBOL TODAS AS VERDADES SÃO DISCUTÍVEIS...ATÉ PORQUE A BOLA NEM SEMPRE FOI MESMO REDONDA...



FORAM-SE OS ANÉIS MAS TÊM OS DEDOS

O Valência, à sexta jornada, ocupa o primeiro lugar da liga espanhola, algo que seria pouco previsível no início desta época, dadas a conhecidas dificuldades financeiras do clube e com a venda dos seus três campeões do mundo: Villa/Barcelona; Marchena/Villareal; Silva/ Man. City. Para além destes ainda vendeu Alexis/Sevilha; Zigic/Birmingham City.

No que diz respeito a aquisições, face às dificuldades financeiras, gastou um terço dos rendimentos provenientes das vendas, apostando em jogadores com créditos firmados, mas nenhum deles uma grande estrela: Ricardo Costa/Lille; Topal/Galatassaray; Aduriz/Maiorca; Soldado/Getafe.Tino Costa/Montepelllier; Dominguez/Rubin Kazan.

Desta forma, construiu um plantel mais barato que o anterior e equilibrado com pelo menos dois jogadores para cada posição, alguns com características semelhantes: médios centros, médios laterais, avançados, Mata/Dominguez e que se encaixam por completo no modelo de jogo adoptado.

Estruturalmente, a equipa organiza-se numa linha de 4 defesas, 2 médios centrais, 2 médios laterais abertos na faixa e depois dois avançados ou 1 com Mata ou Dominguez nas suas costas. A equipa evidencia ainda a capacidade de modificar estruturalmente sem mudar jogadores com Dominguez e Mata a jogaram no corredor esquerdo e a equipa com 2 na frente ou atrás do avançado com Aduriz a cair na faixa esquerda e, 4:2:3:1. Defensivamente, assume um bloco médio na pressão defensiva, que raramente ocorre no primeiro terço, com a equipa a posicionar-se curta, nos sectores intermédios e defensivo. Desta forma, promove transições defesa-ataque para contra-ataque ou ataque rápido, não privilegiando um processo ofensivo muito elaborado, embora muito seguro no que diz respeito à circulação da bola e objectivo na procura da baliza, assente em acções de ruptura, garantindo segurança na forma como perde a bola.

Na próxima jornada defronta o Barcelona. Um teste difícil, que pode mostrar de que massa esta equipa é feita, embora sem definir o que será o resto da época, num campeonato com dois tubarões (Barcelona/Real Madrid) e mais alguns peixes de grande porte (Valência; At. Madrid; Villareal; Sevilha). Agora, onde não restam dúvidas é na qualidade da gestão desportiva assente numa gestão financeira consciente, realista (investiu um terço do rendimento obtido) e numa forte coerência entre os jogadores contratados e o modelo de jogo adoptado.

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