O pinguim
é uma ave marinha, não voadora e excelente nadadora, cuja morfologia
reflete várias adaptações à vida no meio aquático, nomeadamente o corpo
fusiforme, as asas inúteis para voo no ar e que desempenham
a função de barbatanas. Na água são muito ágeis, em
terra usam a cauda e as asas para manter o equilíbrio e a postura ereta, locomovendo-se
com pouco à-vontade.
Na fauna futebolística também existem
alguns pinguins em terra, entenda-se jogadores, cujo surgimento deriva da
posição em que são colocados e/ou do que lhes é pedido no desempenho da sua
função ou ainda em virtude do meio, leia-se equipa, onde
se encontram inseridos.
Nesta reflexão, tomemos como exemplo Capel e Fernando.
O início da época para Fernando não foi fácil, por razões externas e internas ao campo de futebol. No que diz respeito as razões com bola, Fernando, reconhecidamente um jogador muito forte em equilibrar a equipa, mas com debilidades ao nível da 1ª fase de construção, foi apontado como um obstáculo ao desenvolvimento, ao crescimento da equipa, uma vez que seria necessário assumir uma ação mais construtora no processo ofensivo, nomeadamente quando a equipa tem de sair de a jogar. Face à incapacidade do jogador nessa matéria, a solução passou pelo recuou de Moutinho nesse momento do jogo. Com esta opção, o pinguim Fernando, não só ficou na sua posição, como não lhe pediram para voar, apenas para nadar. Com o decorrer da época, o jogador no seio da equipa, foi crescendo e dentro de água, no seio meio ambiente dá saltos, parecendo até que está a voar. A comprová-lo, o Benfica-Porto do último fim de semana, em concreto o 1º e o 2º golo do Porto.
Para Capel, o início de época foi o oposto da de
Fernando. Golos, até de cabeça, assistências e jogadas de entusiasmar a
bancada. Atualmente não cruza, atira para área sem olhar, são as
jogadas inconsequentes, é a incapacidade de jogar por dentro. Mas Capel, tem atributos e já os mostrou, nomeadamente a sua capacidade para conduzir em velocidade, driblar em progressão, qualidade técnica para jogar em espaços reduzidos e cruzamentos com perigo, oferecendo largura e profundidade ao jogo da equipa e entusiasmo à bancada.
O Homem, enquanto ser
social, influencia e é influenciado pelos outros naquilo que faz. O mesmo se verifica o jogador no seio da equipa equipa. E tal como o pinguim, que impedido de ir para a água, em terra tem um ar desastrado e por ser uma ave pedem-lhe para
voar, também o jogador também não consegue ser um happyfeet se a sua natureza não for respeitada e por inerência a bola também deixa de ser redonda....
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