O
Newcastle na última jornada desloca-se a Liverpool, para defrontar o Everton e
ao mesmo tempo tentar entrar na Champoins, o que não deixa de ser um feito, para
quem há duas épocas atrás por esta altura o Newcastle, assegurava o regresso à Premier
League.
A
equipa dispõe-se num típico 4:4:2, perdendo a bola recua para o último terço,
dispondo-se em duas linhas à frente da área, deixando os dois homens da frente
na zona do meio campo, para a transição defesa ataque, sustentada pelo passe
longo para um destes ou pela condução preferencialmente por Ben Arfa.
Com
base nesta premissa, procura chegar rapidamente à frente, com a chegada de
Cabaye, pelo corredor central para apoio aos avançados procurando ganhar a
segunda bola e dar continuidade à progressão da equipa, por via da condução ou
do passe para as alas tendo em vista o cruzamento para a área ou a solicitação
de do avançado que não esteve envolvido na transição defesa ataque.
A
equipa tem o seu ponto forte nas duas extremidades. Tem alguns jogadores a pedir
algo diferente do que fazem, mas para avançar para um patamar superior, deve
procurar alargar o seu vocabulário, o seu jogo, tornando mais rico, mais variado.
Na
baliza Krul, suplente na seleção holandesa, oferece segurança. Na frente dois avançados,
que oferecem apoios frontais, com alguma mobilidade, fundamentalmente no corredor central,
mas acima de tudo finalizadores: Cissé: 13 jogos/13 golos; D. Bá 33 jogos/16
golos.
Ben
Arfa, ocupa o corredor direito, onde aplica a sua capacidade drible, procurando
assistir os avançados. As suas diagonais são raras, mas quando ocorrem criam
perigo, especialmente quando surge na zona central do setor ofensivo, onde para
além de assistir, procura também finalizar com o seu pé esquerdo.
Na zona central do meio
campo Cabaye, assume-se como um verdadeiro médio: ocupa o espaço de forma
equilibrada, coloca a sua visão de jogo ao serviço da equipa, por via da
condução de bola, precisão de passe, drible curto para o compasso, preparando o
passe para o momento mais adequado, mantendo a equipa ligada no jogo.
Ao seu lado Tioté, ocupa muito espaço, fruto da sua disponibilidade física, mas
muitas vezes ocupa o espaço errado, desequilibrando a equipa. Raramente assume
a construção de jogo da equipa, passando quase sempre para trás ou para o lado.
Quando joga para frente, em virtude da sua menor qualidade de passe, promove a perda
da posse e expõe a equipa, principalmente frente adversários com transição
defesa ataque em progressão.
Esta é uma posição onde a
equipa precisa de um jogador diferente de Tioté. Necessita de alguém com capacidade para construir
e para ocupar espaços de forma equilibrada, auxiliando Cabaye no agarrar da
equipa. Strootman (22 anos; Holandês; PSV); G. Xhaka (19 anos; Suíça; Basileia);
Biglia (26 anos, Argentina, Anderlecht); Casimiro (20 anos; Brasil; São Paulo);
Mário Suarez (25 anos; Espanha, At. Madrid), são alguns nomes que podem oferecer
aquilo que Tioté não dá.
Na defesa, Colocinni,
procura muitas vezes sair com a bola controlada, mas se Cabaye estiver longe e
Ben Arfa já tiver saído, resta-lhe o passe longo para os avançados. Assim, para
além da passagem Santon para o lado direito da defesa e o recuo de Gutiérrez
para a lateral esquerda, a equipa
possuiria outra capacidade para sair a jogar
desde trás, sem perder segurança defensiva, aumentando-a inclusive pela maior
segurança na posse.
A chegada de um central que se
enquadre neste domínio, catapultaria a equipa para o outro patamar. O belga do Ajax, Vertonghen (25
anos), encaixa na perfeição no perfil traçado, sendo por estes dias um dos centrais mais
desejados pelos principais clubes europeus. Outras alternativas seriam: Douglas (24 anos; Brasil; Twente); Bruno Alves
(30 anos, Portugal, Zenit); Papastathopoulos (23
anos, Grécia; Werder Bremen/Milan); Papadopoulos
(20 anos, Grécia; Schalke)
Finalmente
uma solução diferente para a frente de ataque, ou seja um avançado mais móvel,
que caia nas faixas, possibilitando a troca com Ben Arfa: Matias Suarez (23
anos, Argentina, Anderlecht); Lens (24 anos; Holandês; PSV); Reviere (25 anos;
Toulose, França).
À porta do St. Jame`s Park,
a Bobby Robson que em 2003 colocou o
Newcastle na Champions, na “pessoa” da sua estátua certamente que ficará
agradado se seu amor futebolístico voltar á liga dos campeões e certamente que
ficará agradecido se a bola deixar de voar para passar a rolar…redonda….

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